Onde reinvestir os certificados do tesouro?

Está na hora de reinvestir o capital aplicado em certificados do tesouro? Por estes dias, finais de 2018, os primeiros subscritores dos certificados do tesouro poupança mais estão a começar a receber, nas suas contas bancárias, o dinheiro que emprestaram ao Estado há cinco ano. Esta devolução do capital é acompanhada de um juro líquido referente ao último ano de quase 5%.

Os certificados do tesouro poupança mais estão, assim, a atingir a maturidade, ou seja, a chegar ao final do prazo, momento em que o Estado tem que devolver o empréstimo.

Certificados do Tesouro – um bom negócio

Quem investiu neste produto estará, muito provavelmente, satisfeito com o saldo final pois à taxa de juro generosa prevista desde o primeiro dia, acabou por se juntar, no quarto e quinto ano de vigência do contrato, uma bonificação associada ao desempenho do PIB que levou a juro bruto a rondar os 7% nesses anos.

É impossível em 2018 encontrar um produto com risco tão baixo que remunere a estas taxas sendo que, justiça seja feita, quando o empréstimo ao Estado foi concedido em 2013, colocar dinheiro em dívida pública era percebido como muito mais arriscado do que hoje.

À medida que o capital é devolvido coloca-se, a muitos aforradores, a pergunta: E agora? O que fazer com o capital?

Os novos certificados do tesouro

Quando um certificado do tesouro chega à maturidade onde reinvestir o dinheiro? Dado que o risco percebido da economia portuguesa diminuiu e porque a crise internacional é coisa do passado*, hoje encontrar um produto com nível de risco comparável à dívida pública que ofereça taxas minimamente atrativas é extremamente difícil.

Ainda assim, observado o mercado (vejam-se por exemplo, os melhores depósitos a prazo) acabamos por chegar a uma resposta natural: reinvestir nos atuais certificados do tesouro poupança crescimento.

Os certificados do tesouro poupança crescimento existem desde outubro de 2017 e são os herdeiros dos anteriores que foram descontinuados pela mesma altura.

Este produto é parecido com o anterior ainda que tenha algumas diferenças fundamentais, desde logo o prazo que foi estendido para  sete anos. Por outro lado, as taxas são menos interessantes. A taxa média será de 1,39% (TANB) correspondendo às seguintes taxas anuais crescentes:

  • 1.º ano: 0,75%;
  • 2.º ano: 0,75%;
  • 3.º ano:  1,05%;
  • 4.º ano: 1,35%;
  • 5.º ano: 1,65%
  • 6.º ano: 1,95%
  • 7.º ano: 2,25%

Tal como nos anteriores certificados existirá um bónus associado ao desempenho do PIB, contudo, registaram-se duas alterações. Por um lado, o bónus surge logo a partir do segundo ano, por outro, é menos generoso pois será equivalente a 40% do crescimento médio real do PIB a preços de mercado nos últimos quatro trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento de juros. Antes atingia os 80%, a partir do quarto e quinto ano.

Mas porque não escolher um depósito a prazo? A verdade é que “A taxa de juros dos certificados do tesouro é quase quatro vezes superior à taxa de juro média dos novos depósitos até um ano.” como se pode ler nesta análise que se mantém atual: Taxa dos Certificados do Tesouro é quase 4 vezes superior à taxa média dos novos depósitos“.

Há contudo diferenças que podem, para alguns aforradores, tornar o depósito a prazo mais atrativos. Cada caso será um caso. O nosso conselho é que compare as características dos produtos e que avalie de acordo com o prazo que quer manter o investimento, entre outros.

Os certificados do tesouro poupança crescimento continua a não capitalizar juros (são pagos anualmente), a exigir uma poupança mínima de €1.000 e a não poder ser mobilizados nos primeiros 12 meses.

Então e os certificados de aforro?

Veja aqui quais as características dos certificados de aforro em distribuição: Série E dos Certificados de Aforro.

Onde subscrever?

A subscrição nova ou de reinvestimento em certificado do tesouro pode fazer-se no CTT, nas Lojas do Cidadão ou através da Aforro.net.

Bons negócios!

*A crise pode ter passado, mas a verdade é que os mercados continuam com assimetrias muito estranhas quando se comparam os atores no lado da procura e os do lado da oferta. Aquilo que parece uma recuperação tradicional depois da crise está longe de o ser.

Fonte: Economia e Finanças